domingo, 21 de agosto de 2016

Folhas Secas

Entre paredes, vivo em sonhos… meu rico cativeiro! 
Um caso de amor ligeiro entre histórias e lençóis amarrotados
Não sei... aliás, temo nunca vir a saber... 
O que será que é viver sem ter ambição de morrer?

Corro descalça, até onde minha alma alcança
onde o corpo amansa e descansa!
Está bom aqui, fico por aqui
Voa tu que tens asas… chegarás em brasas!
Certamente não tardas

Dou braços ao vento e embrulho-me no momento
no embalar da natureza...eis que és todo o meu elenco!
E quando o vento sopra, desprendo-me do teus ramos
como se fosse feita de folhas secas

e voo até desvanecer...

e voo até amanhecer...

e jamais volto a aparecer...


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